Diário de um Crohnista

Tratamento para Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa.

  • Tratamento

Hoje em dia há muitas opções de medicamentos para tratamento da Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa, e são usados em uma escala dependendo do estágio da doença e a resposta do paciente aos medicamentos. Existem anti-inflamatórios, antibióticos, aminossaliciatos, corticoides, imunossupressores ou biológicos, que tem as funções como conter a inflamação, diminuir a imunidade do corpo e manter a remissão. Como já falei no post anterior, todos são distribuídos gratuitamente pelo SUS. Veja mais alguns detalhes sobre eles.

Recomendações e cuidados.

  • Aminossaliciatos: mesalazina e sulfasalazina são recomendados para retocolite ulcerativa e doença de Crohn de leve a moderada.  São comprimidos e nunca devem ser usados pela metade. Tome sempre com algum líquido, preferencialmente água e devem ser protegidos pelo calor. No mercado também existe a mesalazina via supositório.
  • Imunomoduladores: azatioprina, 6-mercaptopurina, ciclosporina e metotrexato. Eles regulam o sistema imunológico e tem ação após 8 semanas de uso, em média. Por isso não são usados para induzir a remissão, mas para mantê-la. O Metotrexato deve ser administrado por injeção intramuscular. Se você já estiver bem treinado, pode aplicar em si mesmo. Caso contrário, peça a um profissional. Ciclosporina é usada em casos graves da retocolite ulcerativa que não responde aos corticoides.
  • Corticoides: hidrocortisona e prednisona. Muito utilizados nas crises por reduzir a inflamação de maneira rápida. Não devem ser usados em longo prazo.
  • Infliximabe (Remicade®) é um medicamento biológico, é um anticorpo contra uma molécula de inflamação: o TNF (fator de necrose tumoral). É administrado direto na veia (como um soro) e é usado tanto para indução quanto para manutenção da remissão. Costuma-se ser usado a cada 8 semanas e deve ser administrado em ambiente hospitalar e sempre sob supervisão de algum profissional da enfermagem.
  • Adalimumabe (Humira®) também é um medicamento biológico e um anticorpo para o TNF. No entanto ele é administrado na pele (subcutânea), normalmente a cada 2 semanas. Você também pode aplicar em si mesmo, mas deve estar muito bem treinado pelo médico ou equipe de enfermagem. Também é importante se orientar sobre o adequado descarte de agulhas e seringas.

O Infliximabe e Adalimumabe devem ser transportados um uma caixa de isopor com gelox e coloque-o na geladeira o mais rápido possível para manter sua temperatura baixa, entre 2 a 8ºC, mas sem congelar.

Não tome o medicamento em qualquer horário, Cada remédio tem o horário certo de ser tomado. Lembrando também que o ideal é que você tome no mesmo horário todos os dias. Sulfassalazina, azatioprina e ciclosporina devem ser tomados durante ou após as refeições (siga o horário que seu médico te recomendou. Normalmente é indicado tomar pela manhã, após o café). A Mesalazina: deve ser tomado antes das refeições.

Em caso de esquecimento, tome-o assim que lembrar. E se você não tomou o remédio num dia, não dobre a dose no dia seguinte. Por exemplo: se você toma 2 comprimidos de azatioprina e esqueceu de tomar hoje, amanhã você não poder tomar 4, só pode tomar os 2 mesmo.

Estudos

Há vários estudos atualmente testando outras formas de tratamento para as DII’s, a mais promissora que ouvi falar é o Vedolizumab, que está em fase de teste em alguns países, também existe o Kefir que é um probiótico produzido através da fermentação do leite. Até a Cannabis Sativa, a maconha, é recomendado para aliviar os sintomas da Doença de Crohn, em países em que seu uso é permitido. O complemento alimentar Modulen, da Nestlé, para pacientes que necessitem de uma nutrição que contribui na ação anti-inflamatória e reparadora sob a mucosa intestinal.

Colônia de Microrganismo Kefir.

Colônia de Microrganismo Kefir.

Em breve pretendo fazer um post sobre cada medicamento detalhadamente.

Fonte de referência: www.crohnecolite.com.br

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Sobre mim

Meu nome é Sérgio Junior, eu tenho 25 anos e sou portador da Doença de Crohn desde 2014, uma Doença Inflamatória Intestinal (DII), autoimune, sem cura e com causa desconhecida. Mesmo com a doença, pude conquistar muitas coisas e hoje ter uma vida normal. Criei esse blog pra ser mais uma fonte de informação, ajudar os outros portadores, divulgar as DII’s para sociedade e mostrar que é possível viver bem com uma DII.